O primeiro foi batizado “Baraqueçaba, casos do acaso”. O segundo “Orobó, o périplo apoteótico de um sertanejo assinalado”. O terceiro “Serinhaém – azul do mar profundo”. Agora será a vez de Ticiano Leony lançar seu quarto livro. Batizado de “Pirangy, um caso escuso”, a publicação, editada pela Caramurê publicações, será lançada no stand da editora, no Shopping Barra, dia 26 de outubro, a partir das 19 horas.

O romance inédito segue sua característica narrativa do autor, a história evolui ao longo do tempo ocupando vários espaços, desde roças de cacau e engenhos de cana de açúcar, até grandes cidades como Rio de Janeiro e Salvador. “Desta vez procurei um formato mais instigante para fazer uma narrativa que prendesse a atenção do leitor, sem ser entediante e que distraísse a quem lesse”, revela o autor.

O caso escuso é surpreendente a partir da introdução, quando o autor coloca ele mesmo como participante da narrativa. “Ticiano desenvolve a trama num enredo caracterizado por idas e vindas, tanto no tempo como no espaço, aliás uma característica dele em obras anteriores” escreve Eduardo Moraes e Castro que assina a orelha.

O romance  inicia de forma surpreendente por conta de um fato misterioso que vai aguçar a curiosidade do leitor. Muito amplo quanto ao tempo corrido, vai e volta dos primórdios do século vinte, abrangendo vários ciclos históricos e algumas de suas consequências. “Meus casos são tão verdadeiros quanto às histórias que ouço de meus amigos, eternos laboratórios para uma mente fecunda”, disse o Leony que também considerar este o livro mais espiritualizado que já escreveu.

O caso se torna realístico, plausível, tão concreto que custa crer que não tenha sido verdadeiro, inclusive porque faz menção à personalidades da vida real principalmente da cidade do Salvador, muitas ainda vivas. O autor desenvolve uma trama ardilosa de um crime financeiro em torno do qual gravitam outras contravenções menores tão conhecidas e até aceitas brandamente pela sociedade brasileira permissiva e leniente. Chega às raias do realismo que vive o povo brasileiro nos dias atuais.

“Ticiano é grande contador de histórias, e sua literatura regionalista, a cada nova publicação, vem contagiando o público leitor” comenta Fernando Oberlaender editor da Caramurê publicações. “Escrevo recriando o que escuto, crio modificando o que vejo, mostro em frases e palavras o que vivo. Essa é a minha escrita”, disse Ticiano.