Com uma dramaturgia radicalmente fragmentada e dinâmica, Chorume – uma comédia de restos, de autoria do paulistano Vinicius Calderoni e direção de João Sanches (Egotrip/Revele), reflete sobre o excesso de lixo (material, verbal, emocional e comportamental) que a vida urbana tem produzido numa velocidade impressionante. O espetáculo estreia no Teatro SESI – Rio Vermelho, 18 de maio, onde cumpre curta temporada, aos sábados e domingos, às 20h, até 16 junho. Ingressos à venda através do site do Sympla e na bilheteria do Teatro.

            O elenco formado por quatro atores e um músico se reveza em 86 personagens. Para o desafio de encarnar múltiplos papeis, sobe ao palco um grupo prestigiado e experiente composto por Evelin Buchegger (ganhadora do troféu de Melhor Atriz do Prêmio Braskem de Teatro em 2002 e de Melhor Atriz Coadjuvante em 1999), Mariana Moreno (vencedora do troféu de Melhor Atriz do Prêmio Braskem de Teatro em 2017), Talis Castro (indicado como Revelação em 2012 e como Melhor Ator em 2015 no Prêmio Braskem de Teatro), Wanderley Meira (vendedor do troféu de Melhor Ator do Prêmio Braskem de Teatro em 2015) e o músico e produtor musical Leonardo Bittencourt, responsável pela trilha sonora de diversas peças de sucessos na Bahia e indicado ao Prêmio Cenym de Teatro Nacional em 2017.

            A montagem encenada por Sanches (ganhador dos troféus de Melhor Texto e Melhor Espetáculo do Prêmio Braskem de Teatro, em 2013) e escrita por Calderoni (ganhador do Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Autor, em 2016, APCA 2018 pela dramaturgia do musical Elza, entre outros prêmios e indicações) aborda com um humor cheio de sarcasmo questões contemporâneas como fake news e polêmicas geradas nas redes sociais. “Com o avanço tecnológico da comunicação, temos, hoje, um mundo onde todo mundo quer e pode falar, mas onde ninguém se escuta”, afirma o diretor. Esse “lixo de vozes e palavras” é a matéria prima dessa comédia contemporânea, cujo humor irônico e caótico pretende nos proporcionar a experiência de revirar o nosso próprio “lixo”.