Por Larissa Voss Sadigursky*
 
A asma, doença crônica que inflama os brônquios, mata três pessoas por dia no Brasil. Apesar de não ter cura, a enfermidade pode ser tratada e controlada. Estima-se que a asma acometa cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. A doença é caracterizada por sintomas como dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida, que podem piorar com a exposição à poeira, mofo, produtos químicos, fumaças e mudanças climáticas.
Para o diagnóstico da asma é necessária uma avaliação de um médico pneumologista e a realização de testes de aptidão física e de exames complementares, como função pulmonar. Pacientes asmáticos podem ter vida normal quando têm a doença controlada. As famosas bombinhas, quando usadas corretamente, podem, inclusive, salvar vidas e ser de grande auxílio no controle da asma. Com o tratamento adequado, os sintomas da asma podem melhorar e até mesmo desaparecer ao longo do tempo.
Por isso, é fundamental fazer acompanhamento médico correto e constante – a maioria das pessoas com asma pode levar uma vida absolutamente normal.   O diagnóstico médico é fundamental, pois a asma tem sintomas bem característicos, mas podem ser confundidos com os de outras doenças. Entre os principais sintomas destacam-se tosse seca, chiado no peito, dificuldade para respirar, respiração rápida e curta, desconforto torácico e ansiedade.
Se não tratada, a asma pode desencadear uma série de processos, que podem resultar em complicações, com necessidade de internação por ataques severos de asma e até a necessidade de intubação orotraqueal e até mesmo a morte nos casos mais graves.
Uma vez confirmado o diagnóstico e classificada a gravidade da doença, é determinado o tratamento que visa sempre melhorar a qualidade de vida da pessoa, por meio do controle dos sintomas e pela melhora da função pulmonar. O tratamento medicamentoso é realizado ao mesmo tempo em que o paciente é educado a controlar os fatores que podem provocar a crise asmática. A base do tratamento da asma persistente é o uso de anti-inflamatório, sendo corticosteroides inalatórios os principais deles, associados a medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador.
É possível prevenir os ataques de asma com medidas simples adotadas no dia-a-dia, como manter o ambiente limpo, sem acúmulo de sujeira ou poeira, tomar sol, uma vez que a vitamina D está relacionada a uma série de doenças do aparelho imunológico, evitar cheiros fortes, vacinar-se contra a gripe, não fumar, manter o corpo agasalhado no frio, praticar atividades físicas regularmente, alimentar-se de forma balanceada, beber muita água e manter o peso ideal.
Quando a crise está muito intensa e não é feito o tratamento correto, a asma pode levar à morte. No surgimento dos primeiros sintomas, procure um médico imediatamente.
* Larissa Voss Sadigursky é pneumologista da Clínica Clivale do Salvador Shopping.