Especialista Alex Cruz ajuda a estipular valores para o fim de semana mais rentável do ano.

Segundo dados da GFK, empresa alemã responsável por pesquisas de mercado, a próxima edição da Black Friday deve movimentar mais de R$ 13,5 bilhões, um crescimento de 4% em comparação com os R$ 13 bilhões de 2018. Com 76% de consumidores interessados nas promoções das lojas, o período pode ser tanto uma benção para os organizados, quanto uma armadilha para desavisados.

Para garantir um melhor aproveitamento das promoções, o consultor financeiro Alex Cruz dá uma série de dicas a respeito da época de compras. “É necessário pesquisar previamente os produtos de seu interesse, para já ter noção do preço e, quando chegar na Black Friday, poder avaliar se realmente há desconto e se a promoção vale a pena. Recomendo o uso de sites que comparam preços dos lojistas, evitando ter que procurar 10 sites ao mesmo tempo”, explica o consultor.

Para Alex, existem duas maneiras para não se animar demais e acabar gastando desvairadamente. A primeira é fazendo uma lista com os produtos de seu interesse, definindo desde cedo suas prioridades. A segunda é estipulando um valor específico a ser gastado e, acompanhando quais oportunidades de oferta surgem, podendo comprar itens que não estavam no planejamento inicial, desde que caibam no orçamento.

Já do ponto de vista dos lojistas, o profissional aponta a Black Friday como a chance de fazer um saldo de que produtos no estoque não estão vendendo suficientemente bem. “Dependendo da situação da empresa, é muito importante abrir mão da margem dos produtos, fazendo promoções maiores e criando um giro, o que acaba possibilitando mais caixa pra loja”, ensina Alex, que é MBA em Marketing pela FGV.

Alex também alerta aos lojistas os riscos de tentar “queimar largada”, se aproveitando do gancho da Black Friday para anunciar promoções pequenas, que podem durar até o mês inteiro, mas que não atraem o consumidor, e acabam descaracterizando o objetivo do período e desgastando a imagem da empresa em questão.

“O legal da Black Friday é que ela aproxima as lojas dos clientes através das promoções. Um consumidor que nunca comprou nada em um estabelecimento acaba criando relação por conta de uma oferta específica. Mesmo que a empresa não ganhe dinheiro diretamente com o produto mais barato, acaba investindo no consumidor e tendo ganho a longo prazo”, finaliza o consultor.

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