A Bahia dá mais um passo importante no setor da saúde oftalmológica. Isso porque, a partir de agora, Salvador ganha, de forma pioneira, um equipamento exclusivo que auxilia no tratamento da Síndrome do Olho Seco, que é uma anomalia que afeta a produção e a qualidade das lágrimas. Trata-se do E-EYE IRPL, único aprovado pela ANVISA e com tecnologia francesa de Luz Pulsada Regulada. A aquisição foi feita pela Clínica André Príncipe e está disponível de forma particular.

Com o diagnóstico do problema, o aparelho age de forma eficaz após três sessões a laser e inserção de um plug lacrimal, que juntos têm a função de melhorar a lágrima do olho afetado. De acordo com o oftalmologista Alexandre Príncipe, médico que coordena o tratamento na capital baiana, o equipamento, que custou cerca de R$ 150 mil, “chega para sanar a síndrome, que antes tinha como tratamento paliativo o uso de colírios e lentes de contato específicas”.

Ainda de acordo com o médico, a nova tecnologia pode ser utilizada por todos os pacientes, exceto pessoas de pele muito pigmentada, pois a eficácia é menor, visto que bloqueia a saída da lágrima por formar uma capa de gordura. O especialista ainda destaca que a Síndrome do Olho Seco acomete cerca de 60% dos brasileiros, entre 30 e 60 anos, principalmente as mulheres, por conta da variação hormonal. O reumatismo e a Síndrome de Jolly também desencadeiam o problema, bem como alergias e rinites. Vale lembrar que, em fases extremas, o problema, além de afetar a qualidade da visão, pode danificar, afinar e perfurar a córnea, como também levar à cegueira.

Dentre os sintomas do problema destacam-se vermelhidão nos olhos, coceira, irritação, sensação de areia e desconforto ocular ao realizar tarefas como ler ou assistir televisão, sobretudo quando se trabalha em frente ao computador, tablet e celular. Além dos recursos tecnológicos, fatores ambientais também corroboram para o olho seco, como poluição, ventos fortes, exposição prolongada ao ar condicionado e ao sol.