É comum acompanharmos notícias sobre os danos que a radiação em níveis elevados pode trazer à saúde humana. Mas, e quando a radiação é utilizada em prol da qualidade de vida da população ao permitir diagnosticar e tratar doenças?

Com métodos seguros, indolores e não invasivos, a Medicina Nuclear fornece ao médico e ao paciente informações que não seriam possíveis acessar por outros exames diagnósticos. Para além das doenças ligadas ao universo oncológico, a Medicina Nuclear atua em benefício de vários órgãos ao propor investigar o comportamento de células, tecidos e órgãos.

Enquanto a maioria dos métodos radiológicos atua com maior ênfase na avaliação morfológica dos órgãos, a Medicina Nuclear propõe, além da avaliação morfológica, uma avaliação funcional. “Quando o paciente é direcionado à medicina nuclear, o que se busca é conhecer e avaliar o comportamento metabólico e a função do órgão em estudo”, explica o médico nuclear Fabiano Torres, da Diagnoson a+, marca que integra o Grupo Fleury.

Exames

Os exames de Medicina Nuclear agregam informações funcionais e metabólicas às imagens de vários órgãos e sistemas do corpo, sendo uma poderosa ferramenta diagnóstica em várias patologias, principalmente nas áreas de cardiologia, oncologia, nefrologia, ortopedia, neurologia e endocrinologia.

Integram o rol de exames a cintilografia e a tomografia por emissão de pósitrons (PET/CT), técnicas que têm diversas aplicações diagnósticas, a exemplo da avaliação funcional dos ossos e de órgãos como a tireoide, as glândulas salivares, o fígado, os rins e os pulmões. Além disso, a Medicina Nuclear ajuda no mapeamento da irrigação sanguínea e na avaliação da viabilidade do cérebro e do coração. Diagnósticos de tumores malignos, detecção de metástases e controle da resposta de tumores malignos a tratamentos quimioterápicos e radioterápicos também estão sendo aprimorados graças aos exames de Medicina Nuclear.

Além dos exames diagnósticos, a Medicina Nuclear é importante no tratamento de algumas patologias, como o hipertireoidismo, o câncer de tireoide e os tumores neuroendócrinos.

Outra importância da especialidade é a localização cirúrgica de estruturas ou tumores por meio do emprego de substâncias radioativas que são identificadas no ato cirúrgico através de sondas especiais que detectam a radiação previamente administrada ao paciente pelo médico nuclear. São exemplos deste emprego a Pesquisa de Linfonodo sentinela e a Detecção intra-operatória de tumores impalpáveis de mama.

 

Radioatividade

Sobre a radioatividade empregada nos exames, o médico nuclear Fabiano Torres explica que o nível utilizado é muito baixo e calculado para cada paciente e para cada exame. A radiação emitida é do tipo gama, similar ao do raio-X. “A quantidade de radiação, que é muito pequena, geralmente cai pela metade em questão de horas. Além do decaimento físico, a radiação é eliminada também pelas fezes ou pela urina”, diz.

Para evitar exposição desnecessária à radiação, é fundamental que os exames sejam realizados apenas com uma indicação médica precisa, produzindo benefício real ao paciente.

O objetivo é sempre usar a menor quantidade de radiação possível e a tecnologia vem avançando neste sentido. É importante que os aparelhos sejam calibrados para obter imagens de qualidade e que a injeção de radiofármacos seja em quantidades controladas, sob supervisão do médico especialista na área.

Torres alerta para a escolha de um profissional de confiança, que seja especialista na área e habilitado para o uso da radiação, destacando que é fundamental que todos os envolvidos nos procedimentos recebam treinamento. “Os aparelhos devem passar por controles de qualidade frequentes para que as imagens obtidas sejam confiáveis e permitam o diagnóstico correto” conclui.

A partir da Medicina Nuclear, alterações no paciente podem ser detectadas quando ainda não há mudanças significativas na anatomia e mesmo antes dos sintomas aparecerem. Os exames têm elevada acurácia e viabilizam maiores chances de diagnóstico e tratamento efetivo ao paciente.

Fonte : Assessoria