A estimativa do Instituto Nacional do Câncer é que 12.900 casos novos da doença acometam os homens e 12.530 as mulheres na Bahia este ano, sendo a previsão para Salvador de 2.970 entre os homens e 3.340 novos casos. Por isso, o professor de oncologia da PUC – Rio Grande Sul – e presidente do Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG), Carlos Bairros, vem à capital baiana para discutir a importância do fomento à pesquisa clínica no combate ao câncer no próximo dia 1º de setembro, a partir das 19 horas, no auditório do Hotel Mercury. Atualmente, o câncer é a segunda maior causa de morte no Brasil, com 190 mil óbitos por ano.

De acordo com a oncologista Mayana Lopes os principais fatores que contribuem para este aumento são o envelhecimento, tabagismo, obesidade, sedentarismo, consumo de carnes processadas e o consumo excessivo de álcool . “Hoje o brasileiro vive mais”, acrescenta.
A médica ressaltou ainda que houve uma melhora na investigação da doença. “Antes as pessoas morriam e não se sabia o porquê.

Hoje, com o avanço tecnológico, é possível detectar com mais precisão as causa do óbito e, com isso, podemos fazer um trabalho de prevenção com políticas de saúde e educação da população, no sentido de estimular a atividade física e alimentação saudável.” Ela afirmou ainda que  a disseminação de hábitos saudáveis desde os primeiras anos de vida são essenciais para que haja nesse mudança desse cenário.

Os principais tipos que ocorrerão no País serão, por ordem de incidência, os de pele não melanoma (para ambos os sexos), o de próstata (pacientes masculinos)  e o de mama (nas mulheres). Outros cânceres cuja incidência merece destaque são os do intestino grosso (terceiro mais incidente entre as mulheres e o quarto entre os homens); pulmão (terceiro entre os homens e quinto entre as mulheres), colo do útero (quarto mais comum nas mulheres); estômago (quinto entre os homens e sexto entre as mulheres); e cavidade oral (sexto mais comum entre os homens).

A oncologista lembrou ainda que o diagnóstico precoce é fundamental para o combate a esta estatística. “Quanto antes o paciente descobrir a enfermidade é mais fácil de conseguir êxito no tratamento”, declarou, revelando que o câncer é a doença que mais mata hoje no mundo e que o aumento da expectativa de vida, a urbanização e a globalização são alguns dos fatores que podem explicar parte dos 596 mil novos casos de câncer que devem afetar os brasileiros.

 

Fonte: Tribuna da Bahia, por Gabriele Galvão