Com o aumento na taxa de infestação predial em Salvador, passando de 2,1% em 2016 para 3,1% neste ano, os cuidados para evitar a proliferação do Aedes Aegypti merece nossa continua atenção, já que o mosquito pode transmitir a dengue, zika vírus, chikungunya e a febre amarela. Essa última ainda sem registros em humanos na capital baiana, mas já considerada endêmica em 30 países africanos e 13 da América Central e do Sul, com uma mortalidade de 30 mil pessoas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (ONS).

Considerada uma doença hemorrágica viral (provoca sangramento de órgão), a febre amarela causa febre, dor de cabeça, icterícia, dor muscular, náuseas, vômitos e fadiga.   Mas apesar dos inúmeros sintomas, a infectologista Christianne Takeda, do Hapvida Saúde, afirma que “apenas uma pequena proporção de pacientes que contraem o vírus apresenta sintomas graves e aproximadamente metade deles morre em 7 a 10 dias”.

Transmitida aos seres humanos pela picada de mosquitos infectados, principalmente, espécies de mosquitos Aedes e Haemagogus, a doença ocorre em duas formas – febre amarela urbana (doméstica) e silvestre (selva). “Ambos as formas são causadas ​​pelo mesmo vírus. Nas florestas tropicais, a febre amarela ocorre em macacos infectados por mosquitos, que podem picar humanos que entram na floresta, resultando em alguns casos de febre amarela. Esta forma da doença é conhecida como febre amarela silvestre”, explica a infectologista.

Takeda lembra que além da vacinação, medidas de prevenção de picadas de mosquitos devem ser tomadas. “Os mosquitos que transmitem febre amarela geralmente são ativos durante o dia, por isso deve ser frequente o uso do repelente de mosquitos (contendo DEET ou Icaridin) e utilizar roupas claras quando ao ar livre. A noite é importante manter as portas fechadas e utilizar telas”, finaliza.