Dr. Máximo Manfredi*

O dia 26 de maio é dedicado ao Combate Nacional ao Glaucoma, nesta data a Clínica Colin e seus profissionais destacam a importância da prevenção, afinal, a doença é a maior causa de cegueira irreversível no mundo, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para que o glaucoma não leve à cegueira é fundamental que seja tratado a tempo.

A doença é silenciosa e em 80% dos casos os pacientes não sofrem qualquer dor ou incômodo na fase inicial. No Brasil, cerca de 2% da população acima de 40 anos são afetados pela doença.  A perda da visão progressiva demora de ser notada e, ao contrário da catarata, a cegueira causada pelo glaucoma é irreversível. Por isso é importante que seja feito periodicamente a revisão oftalmológica, seguindo a periodicidade sugerida por seu médico. Como o glaucoma é uma doença crônica, é possível, na maioria dos casos, controlá-la com tratamento adequado e contínuo.

Tipos de glaucoma – Existem dois tipos de glaucoma: o crônico de ângulo aberto e o de ângulo fechado. O primeiro tipo é mais recorrente em pessoas idosas, prejudicando a visão de maneira gradual e indolor. O paciente só percebe os sinais quando o nervo óptico já está em estado avançado de lesão.

O glaucoma de ângulo fechado ocorre quando a pressão do olho aumenta rapidamente, apresentando sintomas no paciente como náusea, perda súbita de visão, vômitos, dor forte no olho, dor de cabeça e halos coloridos ao redor das luzes. Esse tipo acomete mais pessoas de origem africana ou asiática.

Prevenção – A prevenção consiste em manter em dia a visita ao oftalmologista que realizará exames para medir a pressão intraocular, além do exame do fundo de olho e, quando necessário, o de campo visual e tomografia do nervo óptico. Devem-se considerar alguns fatores de risco que favorecem o aparecimento do glaucoma como a idade avançada, hipertensão arterial, miopia elevada, raça negra e hereditariedade.

O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma é uma data para refletir sobre a gravidade doença, pensando em como ela pode afetar a qualidade de vida de quem é acometido pelo glaucoma.  O maior desafio do oftalmologista e paciente é prevenir a cegueira, que seria o estágio mais grave da doença.

*Graduado pela Universidade Del Salvador (Buenos Aires–Argentina),membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e membro Internacional da American Society of Cataract and Refractive Surgery.