O momento de despedida foi emotivo e não escapou à câmara da Benfica TV que o difundiu pelo Facebook. Júlio César despediu-se esta terça-feira dos seus companheiros e equipa técnica no balneário “encarnado” encerrando um ciclo de três anos e meio ao serviço do clube da Luz. Este poderá ser também o adeus aos relvados do guarda-redes, de 38 anos, a encerrar uma longa carreira de duas décadas, pincelada por inúmeros sucessos, mas também por algumas desilusões.

Quando foi apresentado como reforço do Benfica, em Agosto de 2014, a carreira de Júlio César já entrara numa fase descendente. Mesmo assim, assumiu com ambição a aventura portuguesa. “Era um namoro antigo. Isso despertou algo dentro de mim e pensei por que não?” Não se terá arrependido. O percurso teve altos e baixos, mas para a estatística ficam os títulos. E foram muitos: três campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga e duas Supertaças Cândido de Oliveira.

Titular indiscutível nas duas primeiras épocas em Lisboa, acabou por perder espaço na baliza benfiquista, quando os problemas físicos o impediram de ter o rendimento desejado. Esta temporada fora relegado para terceira opção nas escolhas de Rui Vitória, atrás de Svilar e Varela, e a sua rescisão acabou por ser um desfecho previsível.