No contexto econômico e político em que nosso país está inserido, conseguir ou mesmo manter um emprego não depende somente de suas credenciais técnicas. Pesquisas indicam que as principais causas de demissão no Brasil estão ligadas a um tema que é descuidado por muitos profissionais: comportamento.

Para as empresas também não está nada fácil manter sua competitividade em um mercado em recessão. Por esta razão, as organizações estão à busca de profissionais que se diferenciem, que sejam capazes de demonstrar excelência técnica e comportamental, pois são variáveis que afetam diretamente a imagem e a representação institucional, em especial, no que se refere à excelência em atendimento.

Qualquer atividade da organização que tenha um ponto de contato com o público vai deixar uma impressão, causar um efeito e gerar uma percepção positiva ou negativa. Portanto, o comportamento ou a postura dos dirigentes, funcionários e colaboradores, dentro e fora da empresa, afetam significativamente a imagem corporativa. Não dá para dissociar a imagem da organização da imagem que é transmitida pelos que a representam, em menor ou maior grau.

Em conversa com o CEO de uma multinacional que atua no segmento de seguros de saúde, ele ressaltou que, ao decidir pela contratação de um profissional, 70% da escolha leva em consideração o comportamento e 30% a capacidade técnica. Ele ressaltou: o componente técnico é mais fácil de gerenciar, em razão dos cursos e capacitações promovidos pela empresa, mas o comportamental depende muito mais do próprio funcionário.

Portanto, são os hábitos, atitudes, opiniões e relacionamentos que jogam um papel decisivo na hora de sua contratação e no decorrer da carreira.

Se você está buscando se inserir ou se manter no mercado de trabalho, saiba que conhecer e aplicar as regras de etiqueta profissional não é frescura, mas fundamental para o crescimento profissional e impacta positivamente em sua vida pessoal.