Cuidar do coração, combater o estresse, reduzir o colesterol, fugir da rotina, vencer limites, ver belas paisagens, conhecer gente ou até mesmo se divertir. As razões que motivam as pessoas à prática das corridas de rua são diversas. Há 20 anos, a corrida era um esporte amador e voltado para as classes mais populares. As inscrições eram simbólicas, a estrutura e as medalhas, bastante simples. Hoje, pessoas de todas as classes correm. É uma questão de saúde, de estética e de bem-estar. Os dois maiores polos de corrida de rua no Brasil são as capitais São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas Salvador está correndo atrás e já figura como uma cidade com grande expansão do cenário do esporte. Tanto que recentemente anunciou a realização da Maratona da cidade, que será em outubro. “Fiquei muito feliz com esse evento que passará a ser realizado na minha cidade. Com certeza, a data vai entrar para o calendário de eventos fixos e além dos locais, vai atrair turistas para Salvador”, explica Augusto Cruz, advogado e escritor, que lançou o livro “Corredor Um Estilo de Vida” no ano passado e já prepara a segunda edição da publicação para o próximo ano. Mas a Maratona de Salvador chegou para coroar uma fase de aquecimento do esporte na cidade. Em 2016, a capital baiana sediou 37 provas de diferentes formatações de percursos e distâncias. Este ano, serão cerca de 40 competições; evidenciando o crescimento do setor.

A prova da movimentação que as corridas trazem está mesmo nos números. Em 2003, a primeira Maratona do Rio teve três mil pessoas inscritas. Hoje, esse número pode ser multiplicado por dez, ao menos. Com um valor de inscrição média de R$ 90, por exemplo, e uma média de 30 mil inscritos (como o caso da Maratona do Rio), chega-se a uma arrecadação de R$ 2,7 milhões por prova, somente com a taxa. Além desses números, o mercado envolve ainda, produtos de proteção ao sol, bebidas e alimentos, suplementos, roupas e calçados, turismo, assessorias esportivas com foco em corrida e até livros, como o caso de Augusto!